
Se isto fizer sentido para você, espalhe essa ideia.
Criação do Ziraldo e Paulo Baeta

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Criação do Ziraldo e Paulo Baeta

Destampando o caldeirão pra colocar ingrediente da melhor qualidade, um pouco de Leminsk. É uma tentativa de fazer o caldo ficar grosso sem embolotar e [quem poderá saber?] torná-lo mais fácil de engolir. Menos indigesto que os dias que estão por vir. O meu calo anda me avisando que vamos ter tempo feio, com ventos fortes, chuvas torrenciais, céu cinza e nuvens negras. Espero sair ilesa e seca, nado muito mal e tenho alergia a lama, já estou a acabar com meu estoque de anti-histamínico. E o caldeirão continua no fogo, brando como Leminski nestes dois mimos, presentes que deixo pra anestesiar a realidade.
Paulo Leminsk
1944 (*) - 1989 (†)
já me matei faz muito tempo
me matei quando o tempo era escasso
e o que havia entre o tempo e o espaço
era o de sempre
nunca mesmo o sempre passo
morrer faz bem à vista e ao baço
melhora o ritmo do pulso
e clareia a alma
morrer de vez em quando
é a única coisa que me acalma
****************************
o novo
não me choca mais
nada de novo
sob o sol
apenas o mesmo
ovo de sempre
choca o mesmo novo
![]()
Destampando o caldeirão pra dar uma leve mexidinha com a colher de pau da poesia, que a vida não é só Brasília, senadores, governo, sujeira, impostos, fome, sistema de saúde falido, educação idem...
MINHA DESGRAÇA Álvares de Azevedo (1831 - 1852)
Minha desgraça, não, não é ser poeta,
Nem na terra de amor não ter um eco,
E meu anjo de Deus, o meu planeta
Tratar-me como trata-se um boneco....
Não é andar de cotovelos rotos,
Ter duro como pedra o travesseiro....
Eu sei.... O mundo é um lodaçal perdido
Cujo sol (quem mo dera!) é o dinheiro....
Minha desgraça, ó cândida donzela,
O que faz que o meu peito assim blasfema,
E' ter para escrever todo um poema,
E não ter um vintém para uma vela.

Destampando o caldeirão:
O senador Aloizio Mercadante (PT-SP) desistiu de renunciar à liderança do partido no Senado após uma reunião na noite de quinta-feira, 20, com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em discurso na tribuna na manhã desta sexta, o petista disse que o PT e o governo erraram em apoiar o arquivamento das denúncias contra o presidente do Senado, José Sarney, mas que não pode dizer não a um pedido de Lula. ( http://www.estadao.com.br/home/ )
O deputado federal Fernando Gabeira (PV-RJ) também usou nesta sexta o serviço de microblog Twitter. Mas para ironizar o pronunciamento de Mercadante: “Pobre Mercadante: até para sair da liderança tem que pedir autorização ao Lula...”, alfinetou Gabeira. (http://g1.globo.com/Noticias/Politica/)
Se eu tivesse apostado grana alta agora estaria viajando pra Paris, cheia de dim-dim no bolso da jaqueta, ou dentro das roupas íntimas.
Óh, my God, ajude este paízinho terceiro mundista a saltar fora de tanta lama, a ascender na escala ética e moral. Nos dê, pra próxima, candidatos que prestem, só um pouquinho já quebra o galho. Faça com que as consciências destes cidadãos (de quinta) gritem alto e não os deixe ter descanso e sono enquanto não usarem a responsabilidade que possuem de maneira séria. E que os com comprometimento com o ilícito se retirem com o rabo entre as pernas, cabeça baixa, por conta própria. Porque isso a gente já sabe, eles se protegem, se blindam. Ninguém tira parceiro de boa vida, de mamata.
Senhores senadores, que vergonha eu tenho de ter ajudado a colocar um de vocês aí! E prometo que meu título está sendo aposentado. Não quero ser omissa, mas me sinto desconfortável na condição de conivente.
E tudo continua como dantes...
O caldeirão continua fedido, o mexido estragado e o país, óh!
O motivo da saída de Mercadante é o racha criado na bancada com o arquivamento das 11 acusações contra o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), no Conselho de Éica na quarta-feira (19). Os senadores do PT no conselho votaram pelos arquivamentos.
O líder do PT afirmou que os senadores que votaram a favor de Sarney foram constrangidos pela direção partidária após a nota do presidente do PT, Ricardo Berzoini, defendendo o arquivamento. “Os senadores votaram por uma decisão partidária. Fizeram contra a vontade própria. Fizeram constrangidos.” (http://g1.globo.com/Noticias/Politica/)
Estou destampando pela vez primeira o caldeirão. Subiu, junto com a fumacinha do fumegante mexido, cheiro de destempero, de carne estragada, de além do ponto. E isso porque fui destampar, justo, a tampa do Senado Brasileiro. Espero que as cabecinhas pensantes decidam o que é melhor nesta verdadeira escolha de Sofia: Se votar em gente fresca, estreante, sem passado, colocando bundas novas nas cadeiras ou abdicar do título de eleitor. O que não se pode fazer é deixar lá 'ad eternum' estes senhores que nos achincalham, nos acham gado pra ser conduzido pros pastos que lhes apetecem. Que cada um faça a sua escolha, só temos estes dois xizinhos pra marcar, ficamos encurralados na falta de opções. Eis uma escolha difícil. Pior que decidir a camisa certa pro terno cinza ou a blusa ideal pra saia envelope. Ufa que a gente até tenta, mas não sai do labirinto. O passarinho comeu nosso miolo de pão que marcava o caminho do retorno, então é bola pra frente e fazer diferente. Será que tem luz no final do túnel?


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BRASIL, Sudeste, RIO DAS OSTRAS, Mulher, de 36 a 45 anos, Portuguese, Javanese, Arte e cultura, Livros, Música, teatro e política.